Conheça os robôs que estão ‘dominando’ a Internet

Os bots são programas autônomos que rodam na Internet enquanto desempenham algum tipo de tarefa pré-determinada. Eles podem ser úteis e inofensivos para os usuários em geral, mas também podem ser usados de forma abusiva por criminosos. Segundo pesquisa da Imperva, em 2016 os bots corresponderam a mais de 50% do tráfego total da Internet.

Essa tecnologia tem ganhado ainda mais importância e impacto com as redes sociais, principalmente, relacionadas com fraudes e até movimentos capazes de influenciar eleições. Neste texto, você vai entender melhor o que são bots e conhecer algumas de suas aplicações – positivas e negativas.

Na Internet existem tanto bots legítimos, que prestam serviços úteis e legais, quanto bots empregados em crimes ou ações de cunho malicioso e que podem resultar em danos e prejuízos para terceiros. Bots legítimos podem ser robôs que varrem a Internet indexando sites para serviços de busca, como o Google, ou que encontram o preço mais baixo para um determinado produto com poucos cliques. Já um bot maligno seria um robô que varre a Internet em busca de sites vulneráveis para ataques e invasões posteriores por seus controladores.

 

O que é um bot?

Na prática, bots são como programas de computador criados para rodar pela Internet realizando tarefas repetitivas e automatizadas. O termo “bot” nasceu da palavra “robot” (robô, em inglês) e classifica ferramentas automatizadas usadas na Internet: o Google, conforme já citado, e outros serviços de busca usam bots que vasculham a Internet para indexar (registrar) sites em seus resultados. Eles também verificam os links que esses sites carregam, que tipo de conteúdo promovem, se são seguros ou não, se propagam pirataria e etc.

Um exemplo típico de “bot do mal” são os chamados “spam bots”. Esse tipo de ferramenta automatizada também vasculha a Internet, mas sempre em busca de endereços de e-mail deixados em formulários e outros tipos de registros. Esses e-mails são coletados pelo robô e depois usados como destinatários de spams. Há ainda bots para encontrar sites vulneráveis a ataques, bots sociais e até bots capazes de apresentar sites falsos a usuários desatentos – espalhando as famosas fake news.

Os bots e os seguidores falsos em redes sociais

Uma pesquisa feita pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, em 2017, afirmou que ao menos 15% do total de 330 milhões de perfis do Twitter eram falsos e compostos por bots. Esses robôs tinham a função de retuitar, tuitar e seguir os chamados influenciadores, a fim de engrossar estatísticas de famosos e até de políticos. De lá para cá, o Twitter deu mais atenção para o problema e eliminou milhões de contas identificadas como falsas dentro da rede. O mesmo tipo de situação tem sido vinculada com o Instagram.

Outro risco diretamente associado à multidão de bots no Twitter foi evidenciado nas eleições norte-americanas de 2016. Autoridades do país acreditam que bots programados por russos influenciaram o processo eleitoral ao aumentar números de seguidores para um dos lados da disputa, no caso, a do candidato Donald Trump. Além disso, os bots também postavam conteúdo, dando maior visibilidade a alguns assuntos em favor de outros e, dessa forma, participando do processo de difusão de notícias falsas e de temas que poderiam beneficiar um dos candidatos.

Há também o bot de download, empregado em casos de phishing. Ainda mais grave, esse tipo de robô é capaz de enganar usuários desatentos e desprotegidos, fazendo com que eles visualizem um site falso visualmente idêntico ao original como forma de tentar obter dados, que pode ser senhas, logins e até credenciais bancárias.

Com informações de The New York Times, Imperva, The Atlantic, Cnet, Universidade de Indiana e Quartz.

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